"No meio dos seus pensamentos, sentiu Ana a empurrar
delicadamente a sua virilha com os dedos do pé. Não fez nada e continuou a
massajar… Depois de mais alguns minutos massajando o pé de Ana e ela esfregando
a sua virilha, ela mudou de técnica. Em vez de usar os dedos dos pés para
empurrar, o que Tiago tinha assumido ser algo involuntário, ela começou a
esfregar o pé todo para cima e para baixo no seu pau erecto, através dos seus jeans, enquanto ainda empurrava os seus
dedos nele. Tudo o que Tiago conseguiu pensar foi “foda-se!”. Ela estava a
fazer com um só pé o que algumas mulheres tinham dificuldade em conseguia fazer
com duas mãos! Estava maravilhado!
Mais alguns minutos se passaram e Ana não diminuiu
o ritmo, gemendo agora um pouco mais alto. De repente apercebeu-se que não era
Ana que gemia mais alto mas sim ele que gemia também e estava excitadíssimo. E
por mais que gostasse disso, não queria vir-se dentro das calças enquanto fazia
uma massagem de pés na mulher de um amigo… vá, conhecido!
Decidiu parar a massagem enquanto era tempo e
poderia explicar tudo isto como uma inocente massagem de pés. Parou
abruptamente, o que levou Ana a acidentalmente esticar a perna e acertar-lhe
com mais força! Estava com dificuldade em pensar e ser racional. Colocou o pé
de Ana no sofá e afastou-se tudo o que o espaço no sofá permitiu,
perguntando-lhe: “Os teus pés estão melhores agora?”
“Sim, muito melhor obrigado. Eu gostaria que fosse
mais tempo…” disse, sorrindo e fazendo uma pausa e alguns segundos de silêncio.
“Vou ver como está o Diogo… Podes beber mais um pouco?”, pediu ela.
E rapidamente, quase num salto, levantou-se e saiu
em direcção ao quarto onde estava o marido.
Tiago estava sem conseguir juntar três ideias
seguidas… Pensou no “podes” em vez do “queres”, que seria o normal perguntar…
Tinha realmente a boca seca pelo que levantou-se do sofá, tirou o outro sapato,
dirigiu-se à cozinha e pegou as bebidas. Outra cerveja para si, a garrafa de
vinho para encher o copo dela… Sentia as calças apertadas duma maneira nada
comum. Voltou ao seu lugar, ajeitou-se, e sentou-se. Podia ouvir a Ana no
quarto, de um lado para outro, e perguntou-se o que ela diria quando voltasse.
Pensou que o melhor era ir para casa e pegou no telefone. Abriu a aplicação do
Uber e então ouviu a voz da Ana.
“Ele está completamente out! Não vou ter notícias dele até a meio da tarde”, disse enquanto
entrava na sala."
in "Ninguém é de ferro... e há coisas básicas na vida!"

Sem comentários:
Enviar um comentário