sexta-feira, 1 de março de 2019

# 524

Gif retirado da net


Ei”, exclamou Natália! “Vamos pregar uma partida à Beatriz, boa? Não dizemos a ela que o Tiago está aqui e deixamos que apareça aqui em lingerie.” E deu um enorme gole na bebida. “Vamos ver como ela reage!
As outras riram bastante, concordaram e beberam também. Natália pegou em Tiago e levou-o até uma zona da sala que estava mais escura mas que lhe permitia perfeitamente ver a tia quando aparecesse. Apagou ainda um ou outro candeeiro e baixou um pouco o volume da música. Apontou para uma cadeira e disse para ele se sentar. Preparou um corredor pela sala para servir de passerelle, fazendo com que fosse possível ver a “modelo” de vários ângulos e as três voltaram à posição em que estavam inicialmente.
Nem um minuto depois ouviu-se a voz de Beatriz e ela entrou na sala. Usava uma lingerie sensual e não trazia mais nada a não ser umas sandálias de salto alto que só melhoravam o panorama. Ficava-lhe bem mas não sabia bem o que era. Mas Beatriz sabia. “Isto é o que chamam camisole and boyshorts”, disse orgulhosa.
Tiago pensou que já tinha visto miúdas com calções desse tipo, mas não tão pequenos… Pareciam uns calções de voleibol femininos mas curtos, com uma cintura descaída e perna cavada… Quase como cuecas de homem mas mais curtas, quer em cima, quer em baixo. Beatriz estava entre a luz e o local onde Tiago estava sentado e isso não lhe permitia ver bem o quanto o rabo da tia estava à mostra. O que dava para ver bem era a silhueta dos peitos com a luz brilhando ao fundo. Mesmo não tendo uns peitos grandes, quando se inclinava um pouco para a frente, formavam quase um cone e os mamilos pressionavam o tecido, ficando bastante apelativo.
O meu rabo está a sair muito desta coisa?”, perguntou Beatriz, sem saber que Tiago estava ali. “Os mamilos pressionam um bocado o tecido. E é tão fino que dá para ver os meus pêlos púbicos através dele. Vou ter me barbear mais um pouco, como as jovens fazem hoje. E aperta um pouco aqui em baixo… o tecido entra pela fenda da vagina. Até sabe bem, por acaso!
As outras três riram alto, sabendo que o Tiago estava ali a ver e a ouvir tudo isto. Mas deixaram Beatriz continuar…
O que vocês acham se eu aparecesse ao carteiro assim? Receio que se um rapaz me visse assim, em vez de me querer comer fugia a sete pés!
Elas ainda riram mais e mais alto!
Porque não perguntas ao Tiago?
Beatriz parou e voltou-se para onde elas estavam. As três riam de gargalhada, divertidas. Beatriz parecia não perceber o que se passava até que Tiago levantou-se e foi até junto das outras tias. Elas continuavam a rir enquanto o queixo de Beatriz quase batia no chão. Surpreendentemente, não fez nenhuma tentativa para se tapar. Olhou para as outras com uma expressão de “apanharam-me” e depois sorriu para Tiago. Mesmo seminua foi até ele e deu-lhe um abraço.
Estou tão envergonhada”, disse. “Não sabia que estavas aqui!
Obviamente que não”, disse Tiago sorrindo, sentido o corpo da tia quase nu"

in "A festa de lingerie da tia Natália"

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

# 523

Fotografia de WallKing


"Com todos aqueles carros dos seus parentes na casa de Natália e muitas luzes e música nas janelas, percebeu que não haveria problema em entrar para dizer olá. Quando chegou à porta da vivenda tocou mas ninguém apareceu. Depois de esperar um pouco, ia tocar novamente quando a porta se abriu e três mulheres que não reconheceu saíram pela porta, indo em direcção aos carros. Reparou que as três carregavam uns sacos coloridos iguais e iam bastante animadas. Aproveitou e entrou, fechando a porta de seguida. Seguiu em direcção à sala de onde vinha o som de “She Drives Me Crazy” dos Fine Young Cannibals.
A sala era enorme, com uns trinta ou quarenta metros quadrados com vista para o mar, e uma varanda muito generosa que permitia até ter refeições lá fora. Viu a tia Carolina sentada numa cadeira logo à entrada. Quando chegou mais perto viu a tia Beatriz e a tia Susana sentadas no sofá próximo, as três conversando, com bebidas nas mãos. Reparou que havia copos espalhados por várias mesas e um monte de caixas e sacos iguais ao que as três mulheres levavam num monte a um canto. Carolina foi quem o viu primeiro. Fez um olhar de surpresa, levantou-se e exclamou:
Tiago!
As outras olharam para ele, também surpreendidas, mas depois todas fizeram uma enorme festa e o cumprimentaram. Carolina foi a primeira a chegar a ele e deu-lhe um enorme abraço, fazendo com que seu rosto mergulhasse nos seus longos cabelos loiros, prolongando o abraço bem mais que o habitual. Depois afastou-se e fez as perguntas da praxe: como estava e o que estava ali a fazer. Enquanto Tiago explicava que tinha vindo a um jantar perto, Carolina olhou para ele com um sorriso estranho e um olhar vidrado. Pareceu-lhe que ela já tinha bebido bastante.
As suas outras duas tias também já estavam de pé e abraçaram-no também. Susana aproveitou para pressionar e esfregar os seios no seu peito, como tanto gostava de fazer quando estava fora do seu habitual mau feitio. Natália foi um pouco menos efusiva e “só” lhe deu quatro beijos nas faces e um abraço apertado. Também elas pareciam já estar bem bebidas. A festa tinha sido bem regada!
Afinal, a que se deve esta festa?”, perguntou Tiago.
Organizei uma festa de lingerie”, explicou Natália o mais naturalmente possível.
Uma quê?
Uma festa de lingerie. Não sabes o que é lingerie?”, disse em tom de gozo.
Claro que sei o que é lingerie, tia!” respondeu meio torto por ela estar a gozar com ele. “Não estou a ver é o que é uma festa de lingerie… Ainda se toda a gente estivesse vestida de lingerie”, rematou!
As três deram uma sonora gargalhada, olhando umas para as outras enquanto Tiago pensava “isto está bonito”…
Bem, querido sobrinho, é como uma festa da Tupperware mas em vez de caixas para a cozinha, é lingerie!”, respondeu Natália. “Sabes o que é Tupperware, não sabes?
Sim claro!
Pronto, foi isso…
Portanto, continuou Tiago, alguém organiza a festa, as pessoas reúnem-se e vem alguém mostrar um determinado produto, que depois as pessoas compram, certo?
Certo”, disse Natália. “Esta noite o produto foi lingerie. A vendedora trouxe cem quilos de lingerie sexy e nós comprámos algumas coisas. Já toda a gente foi embora e só ficámos nós as quatro!
Quatro?”, perguntou Tiago vendo apenas as três tias e olhando em redor. "Tem mais alguém aqui?
Ah, sim", disse Carolina, "a Beatriz está no banheiro, a experimentar uma das roupas que comprou".
A “tia” Beatriz era tia por afinidade, por ser irmã de Susana e de Carolina. Era casada com o “tio” Manuel depois de ter ficado viúva do “tio” José, que tinha morrido na guerra do Ultramar somente dois anos depois de casarem. Dedicou-se à carreira e era professora universitária. Só tinha voltado a casar já com 40 anos. Era uma mulher bonita e delicada, durante muitos anos amargurada com a vida mas sem o fazer pesar nos outros, com longos cabelos ondulados até bem abaixo dos ombros, que pintava de um tom ruivo acastanhado e que, por vezes, tentava que ficassem lisos. Tinha pouco mais que 1,70m e um corpo em forma de pêra - anca mais saliente que os ombros - razoavelmente cuidado, seios médios, barriga lisa, cintura pouco definida o que ajudava a esconder um bocadinho as ancas largas. Tinha uma voz suave e um jeito meio reservado, mas vestia de uma forma moderna, parecendo sempre uma mulher acima da média. Na praia perdia um pouco este efeito mas não deixava de ser uma mulher vistosa."

in "A festa de lingerie da tia Natália"


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

# 522

Fotografia de Dani Vázquez


"Tiago acordou com o telefone a tocar. Não reconheceu logo o barulho e ainda demorou cerca de meio minuto a situar-se no espaço e no tempo. O espaço era a sua cama e o tempo era duas da tarde de um domingo de Março. Pegou no telefone e viu que era a tia Natália. 
Desde que se tinha separado de Raquel, como tinha também acontecido quando se tinha separado de Marta, telefonava-lhe com regularidade para saber como estava. Eram mais de trinta anos de muito carinho entre os dois e estavam sempre um para o outro quando era preciso. Mas desta vez foi um telefonema rápido. Tiago estava cansado da noitada que tinha tido, da dificuldade em adormecer depois, e das poucas horas de descanso que tinha tido. A sua vida estava um bocado confusa e não estava a ser fácil ultrapassar isso.  
Depois de se despedir da tia, com a promessa que a visitaria um dia destes, pegou no telemóvel, foi até à sala e deitou-se no sofá a olhar para o tecto… Recuou no tempo muitos anos e recordou a importância das suas tias no seu desenvolvimento como homem e como a pessoa que era. Especialmente a tia Natália, de um ponto de vista mais teórico, mas não só, e a tia Carolina, mais no lado prático da coisa. Muito do que tinha sido, como homem, e até como pessoa, enquanto adulto, devia-se a estas duas mulheres principalmente. Mas, havia que reconhecer, também às suas outras duas tias. Tudo se tinha desenvolvido a partir dum impulso que, como tinha já acontecido outras vezes, o tinha feito passar em casa de Natália depois de vir dum jantar perto da casa dela, fora de Lisboa, com amigos.
Lembrava-se como se tivesse sido ontem – como poderia algum dia esquecer? Primeiro dia de Julho de 89… Sábado, onze e tal da noite… Quase meia-noite… Tinha parado o carro na rua da vivenda da tia e saído. Havia bastante luz e ouvia-se a música cá fora. Fechara o carro e caminhava em direcção a casa, reconhecendo alguns carros que ali estavam estacionados como pertencentes a outros membros da família. Tinha dezanove anos na altura e Natália, que faria trinta e nove no fim do ano, era como se fosse uma mistura de segunda mãe e irmã mais velha."

in "A festa de lingerie da tia Natália"
 


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

# 521

Gif retirado da net


“The boundaries which divide Life from Death are at best shadowy and vague. Who shall say where the one ends and where the other begins?”

Edgar Allan Poe

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

# 520

Fotografia de autor desconhecido


"Enquanto esperavam, com ela encostada a ele, não resistiu em perguntar-lhe: “Quanto é ‘há anos’, Ana?
Ela olhou-o, séria, e depois para o infinito da noite.
Muito tempo… Uns dois anos… Sim, há uns dois anos que o Diogo não me toca…
Tiago abraçou-a e deu-lhe um beijo gentil nos lábios. Foi um beijo persistente que levou a um beijo apaixonado com as línguas explorando a boca um do outro. Tiago colocou as mãos por dentro do robe, à volta da sua cintura e a apertou contra ele. Imediatamente começou a sentir uma erecção.
Ana segurou-lhe a cabeça com as duas mãos e olhou-o fixamente nos olhos.
Obrigado!”, disse num tom sentido. “Não imaginas o quanto estava a precisar disto…” E beijou-o novamente.
Terminaram o beijo na altura em que o carro chegou.
Estás a deixar-me duro novamente!
Ana sorriu para ele e respondeu com um olhar sedutor: "Guarda para a próxima vez, Tiago. Vais precisar!" E piscou-lhe o olho, sorrindo."

in "Ninguém é de ferro... e há coisas básicas na vida!"