"Após uns segundos deslizou para fora dela e caiu
sentado no sofá do seu lado esquerdo. Ana endireitou-se, saiu do sofá, apanhou
a camisa de Tiago do chão, vestiu-a rapidamente e sentou-se ao seu lado,
ligeiramente encostada a ele. Tiago colocou o seu braço esquerdo em volta dela
e abraçou-a.
“Está tudo bem?”, perguntou.
“Não acredito que acabamos de fazer isso”,
respondeu ela.
Merda! De repente Tiago teve um flash de realidade. Tinha acabado de
foder a mulher de um colega! Sentia-se culpado? Na verdade não! Pelo menos,
ainda não! Tudo o que conseguia pensar era que tinha sido incrível! Um dos
melhores momentos de foda da vida dele. Pensou então nela… Como se estaria
sentindo?
“Eu sei que isto foi errado”, disse Tiago. “No
entanto foi… incrível! Brutal! És uma mulher incrível!”, completou sorrindo e
dando-lhe um beijo na face.
Ana sorriu de volta. “Foi fantástico. Não gozava
assim há anos”, explicou.
Tiago lembrou-se do “há anos” que Diogo tinha
mencionado no restaurante. Fosse o que fosse, pelo menos aqui parecia que
estavam os dois de acordo. Ela não parecia arrependida.
“Tu és bom com as mãos”, disse rindo. “Ah, e a
língua! Que língua, meu Deus!”, ela acrescentou.
“Foi porque gostei”, justificou-se Tiago. “Sabes
muito bem, tenho de dizer!”
Ela sorriu para ele e beijou-o na face.
“Talvez da próxima vez eu possa retribuir o
favor”, rematou!
“Então, haverá uma próxima vez?”
“Foi bom demais para não repetir… Além disso, não
me fodiam assim há muito, muito tempo. E eu realmente preciso disto!”
“Pois… eu também preciso. Quem não precisa?”,
disse Tiago sorrindo. “Fico então à espera da próxima vez!”
Ela levantou-se e saiu da sala em direcção ao
quarto. Tiago levantou-se e começou a vestir-se. Ana voltou dois ou três
minutos depois com um roupão e a camisa dele na mão. Ele vestiu-a, pegou no
telemóvel e pediu um Uber. Ana esperou com ele à janela até o carro chegar."
in "Ninguém é de ferro... e há coisas básicas na vida!"


