sexta-feira, 8 de março de 2019

# 525

Fotografia de BosnianEagle


"Quando todos pararam de rir, Beatriz olhou para si mesma. À luz, e de perto, Tiago também olhou. Não conseguiu evitar. Os peitos dela estavam projectados para fora do fino tecido, sem nada a apoia-los. Seus mamilos espetados pareciam querer romper o tecido. A camisola terminava bem acima do umbigo e os calções começavam muitos centímetros abaixo dele. Olhou para a barriga nua, lisa, em muito boa condição para quem já tinha entrado nos quarenta. Olhando para baixo, os calções pareciam ter sido pintados sobre a sua vagina. Podia ver toda a forma do seu monte saliente facilmente. Os calções eram tão apertados que realmente estavam sendo “puxados” pelos lábios vaginais. Abaixo disso, suas pernas nuas e bronzeadas pareciam bem apetecíveis montadas naquelas sandálias. De alguma forma, Beatriz estava sempre bronzeada, especialmente nas pernas. E eram umas pernas jeitosas para a idade. Se ela fizesse exercício, facilmente ficava com um aspecto muito bom, pensou!
"Bem", Beatriz perguntou: "O que é que achas?"
Beatriz virou-se, rodopiou sobre si, e deixou-o dar uma olhada nas costas. Bem mais de metade do seu rabo estava fora do calção. Acima das suas pernas bronzeadas estava a óbvia linha bronzeada e a mudança de cor do seu rabo branco fora do calção. Não era um rabo de uma adolescente, tinha um pouco mais de carne, mas naquele momento parecia realmente convidativo.
Tiago estava cercado de familiares adultos e ainda um pouco constrangido, apesar de ter bastante à vontade no dia-a-dia quer com Natália, quer com Carolina. Mas esta situação ultrapassava em muito uma normal reunião familiar. Não queria dizer que ela estava mesmo apetitosa, e que se pudesse, obviamente, a comia, mas tinha de dizer algo cortês e simpático. Então gaguejou a primeira coisa estúpida que lhe veio à mente: “Hum! Eu gosto disso!
Beatriz olhou para Tiago com um sorriso aprovador, com seus olhos brilhando na sua direcção, enrugando as linhas ao redor dos olhos. Depois, olhou para as outras. "OK, vocês já me envergonharam e disseram que experimentariam a vossa roupa também, por isso tratem de ir… É a vossa vez!"
"OK, eu vou experimentar o meu", disse Natália. Ela pegou um dos sacos que estava no chão e todas pegaram suas bebidas – todas estavam bebendo um cocktail qualquer. Riram divertidas, beberam uns goles e Natália perguntou: "Tiago, queres uma cerveja?"
"Humm, ainda tenho que ir para casa hoje à noite… e já bebi ao jantar…"
"Oh, é tarde demais!", disse Natália. "Por que não passas a noite aqui? Elas também ficam. Seremos apenas nós os cinco. Em algum lugar vais poder dormir. Além disso, os teus pais estão no Algarve e é só por isso que a tua mãe não está aqui também. Ias para casa fazer o quê?"
Sabia muito bem o que ia fazer se fosse para casa: obviamente, masturbar-se a pensar nisto tudo… Mas ficar, bem, era bom demais para ser verdade, pensou ele. Sua tia deliciosa, e já demasiado alegre, pedindo para ele passar a noite com elas, todas já alegres e descontroladas... a passarem lingerie para ele, quase nuas… Nem nos melhores sonhos… Tentou não parecer muito animado quando disse: "Bem… ok. Por mim… "
Bem, vou mudar-me”, disse Natália. “Uma de vocês pegue uma cerveja para o rapaz…”, e seguiu para o banheiro enquanto Susana se dirigiu para a cozinha. Pelo caminho largou: “Não te esqueças, Tiago, de não ir contar à tua mãe que te dei cerveja… Já sabes que em minha casa, o que cá se passa, fica por cá!
A tia Natália era irmã mais nova da mãe do Tiago e nunca tinha casado. Trabalhava no Estado, num cargo importante em alguma coisa ligada à Cultura. Desenhava roupas e pintava, em part-time, o que lhe rendia anualmente um valor superior ao que ganhava no seu trabalho regular, que já não era nada mau. Também fazia fotografia mas só mesmo como hobbie. Era uma artista multifacetada. Grande parte do interesse de Tiago na fotografia devia-o a ela, que muitas vezes lhe servia de “modelo”. Tinha um excelente corpo, nada ficando a dever ao de Carolina, bastante revigorado pelas corridas que fazia quase regularmente. Tinha um longo cabelo preto liso, até meio das costas, que lhe dava um ar sensual. Tinha seios normais a tirar para o pequeno, cintura fina, barriga lisa e tonificada, como as pernas, e um rabo divinal. Era sempre uma das atracções da praia. Era ligeiramente mais baixa que Beatriz. Tinha uma voz doce e era mesmo um doce de pessoa, ainda que tivesse uma personalidade muito vincada. Era a tia favorita de Tiago e com quem passava horas a falar de tudo e de nada. Era uma pessoa muito liberal, muito fora do comum em quase tudo, não gostava que metessem limites nas coisas e defendia, acerrimamente, que cada um devia fazer o que trouxesse felicidade e prazer sem pisar ninguém."

in "A festa de lingerie da tia Natália"
 

sexta-feira, 1 de março de 2019

# 524

Gif retirado da net


Ei”, exclamou Natália! “Vamos pregar uma partida à Beatriz, boa? Não dizemos a ela que o Tiago está aqui e deixamos que apareça aqui em lingerie.” E deu um enorme gole na bebida. “Vamos ver como ela reage!
As outras riram bastante, concordaram e beberam também. Natália pegou em Tiago e levou-o até uma zona da sala que estava mais escura mas que lhe permitia perfeitamente ver a tia quando aparecesse. Apagou ainda um ou outro candeeiro e baixou um pouco o volume da música. Apontou para uma cadeira e disse para ele se sentar. Preparou um corredor pela sala para servir de passerelle, fazendo com que fosse possível ver a “modelo” de vários ângulos e as três voltaram à posição em que estavam inicialmente.
Nem um minuto depois ouviu-se a voz de Beatriz e ela entrou na sala. Usava uma lingerie sensual e não trazia mais nada a não ser umas sandálias de salto alto que só melhoravam o panorama. Ficava-lhe bem mas não sabia bem o que era. Mas Beatriz sabia. “Isto é o que chamam camisole and boyshorts”, disse orgulhosa.
Tiago pensou que já tinha visto miúdas com calções desse tipo, mas não tão pequenos… Pareciam uns calções de voleibol femininos mas curtos, com uma cintura descaída e perna cavada… Quase como cuecas de homem mas mais curtas, quer em cima, quer em baixo. Beatriz estava entre a luz e o local onde Tiago estava sentado e isso não lhe permitia ver bem o quanto o rabo da tia estava à mostra. O que dava para ver bem era a silhueta dos peitos com a luz brilhando ao fundo. Mesmo não tendo uns peitos grandes, quando se inclinava um pouco para a frente, formavam quase um cone e os mamilos pressionavam o tecido, ficando bastante apelativo.
O meu rabo está a sair muito desta coisa?”, perguntou Beatriz, sem saber que Tiago estava ali. “Os mamilos pressionam um bocado o tecido. E é tão fino que dá para ver os meus pêlos púbicos através dele. Vou ter me barbear mais um pouco, como as jovens fazem hoje. E aperta um pouco aqui em baixo… o tecido entra pela fenda da vagina. Até sabe bem, por acaso!
As outras três riram alto, sabendo que o Tiago estava ali a ver e a ouvir tudo isto. Mas deixaram Beatriz continuar…
O que vocês acham se eu aparecesse ao carteiro assim? Receio que se um rapaz me visse assim, em vez de me querer comer fugia a sete pés!
Elas ainda riram mais e mais alto!
Porque não perguntas ao Tiago?
Beatriz parou e voltou-se para onde elas estavam. As três riam de gargalhada, divertidas. Beatriz parecia não perceber o que se passava até que Tiago levantou-se e foi até junto das outras tias. Elas continuavam a rir enquanto o queixo de Beatriz quase batia no chão. Surpreendentemente, não fez nenhuma tentativa para se tapar. Olhou para as outras com uma expressão de “apanharam-me” e depois sorriu para Tiago. Mesmo seminua foi até ele e deu-lhe um abraço.
Estou tão envergonhada”, disse. “Não sabia que estavas aqui!
Obviamente que não”, disse Tiago sorrindo, sentido o corpo da tia quase nu"

in "A festa de lingerie da tia Natália"

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

# 523

Fotografia de WallKing


"Com todos aqueles carros dos seus parentes na casa de Natália e muitas luzes e música nas janelas, percebeu que não haveria problema em entrar para dizer olá. Quando chegou à porta da vivenda tocou mas ninguém apareceu. Depois de esperar um pouco, ia tocar novamente quando a porta se abriu e três mulheres que não reconheceu saíram pela porta, indo em direcção aos carros. Reparou que as três carregavam uns sacos coloridos iguais e iam bastante animadas. Aproveitou e entrou, fechando a porta de seguida. Seguiu em direcção à sala de onde vinha o som de “She Drives Me Crazy” dos Fine Young Cannibals.
A sala era enorme, com uns trinta ou quarenta metros quadrados com vista para o mar, e uma varanda muito generosa que permitia até ter refeições lá fora. Viu a tia Carolina sentada numa cadeira logo à entrada. Quando chegou mais perto viu a tia Beatriz e a tia Susana sentadas no sofá próximo, as três conversando, com bebidas nas mãos. Reparou que havia copos espalhados por várias mesas e um monte de caixas e sacos iguais ao que as três mulheres levavam num monte a um canto. Carolina foi quem o viu primeiro. Fez um olhar de surpresa, levantou-se e exclamou:
Tiago!
As outras olharam para ele, também surpreendidas, mas depois todas fizeram uma enorme festa e o cumprimentaram. Carolina foi a primeira a chegar a ele e deu-lhe um enorme abraço, fazendo com que seu rosto mergulhasse nos seus longos cabelos loiros, prolongando o abraço bem mais que o habitual. Depois afastou-se e fez as perguntas da praxe: como estava e o que estava ali a fazer. Enquanto Tiago explicava que tinha vindo a um jantar perto, Carolina olhou para ele com um sorriso estranho e um olhar vidrado. Pareceu-lhe que ela já tinha bebido bastante.
As suas outras duas tias também já estavam de pé e abraçaram-no também. Susana aproveitou para pressionar e esfregar os seios no seu peito, como tanto gostava de fazer quando estava fora do seu habitual mau feitio. Natália foi um pouco menos efusiva e “só” lhe deu quatro beijos nas faces e um abraço apertado. Também elas pareciam já estar bem bebidas. A festa tinha sido bem regada!
Afinal, a que se deve esta festa?”, perguntou Tiago.
Organizei uma festa de lingerie”, explicou Natália o mais naturalmente possível.
Uma quê?
Uma festa de lingerie. Não sabes o que é lingerie?”, disse em tom de gozo.
Claro que sei o que é lingerie, tia!” respondeu meio torto por ela estar a gozar com ele. “Não estou a ver é o que é uma festa de lingerie… Ainda se toda a gente estivesse vestida de lingerie”, rematou!
As três deram uma sonora gargalhada, olhando umas para as outras enquanto Tiago pensava “isto está bonito”…
Bem, querido sobrinho, é como uma festa da Tupperware mas em vez de caixas para a cozinha, é lingerie!”, respondeu Natália. “Sabes o que é Tupperware, não sabes?
Sim claro!
Pronto, foi isso…
Portanto, continuou Tiago, alguém organiza a festa, as pessoas reúnem-se e vem alguém mostrar um determinado produto, que depois as pessoas compram, certo?
Certo”, disse Natália. “Esta noite o produto foi lingerie. A vendedora trouxe cem quilos de lingerie sexy e nós comprámos algumas coisas. Já toda a gente foi embora e só ficámos nós as quatro!
Quatro?”, perguntou Tiago vendo apenas as três tias e olhando em redor. "Tem mais alguém aqui?
Ah, sim", disse Carolina, "a Beatriz está no banheiro, a experimentar uma das roupas que comprou".
A “tia” Beatriz era tia por afinidade, por ser irmã de Susana e de Carolina. Era casada com o “tio” Manuel depois de ter ficado viúva do “tio” José, que tinha morrido na guerra do Ultramar somente dois anos depois de casarem. Dedicou-se à carreira e era professora universitária. Só tinha voltado a casar já com 40 anos. Era uma mulher bonita e delicada, durante muitos anos amargurada com a vida mas sem o fazer pesar nos outros, com longos cabelos ondulados até bem abaixo dos ombros, que pintava de um tom ruivo acastanhado e que, por vezes, tentava que ficassem lisos. Tinha pouco mais que 1,70m e um corpo em forma de pêra - anca mais saliente que os ombros - razoavelmente cuidado, seios médios, barriga lisa, cintura pouco definida o que ajudava a esconder um bocadinho as ancas largas. Tinha uma voz suave e um jeito meio reservado, mas vestia de uma forma moderna, parecendo sempre uma mulher acima da média. Na praia perdia um pouco este efeito mas não deixava de ser uma mulher vistosa."

in "A festa de lingerie da tia Natália"


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

# 522

Fotografia de Dani Vázquez


"Tiago acordou com o telefone a tocar. Não reconheceu logo o barulho e ainda demorou cerca de meio minuto a situar-se no espaço e no tempo. O espaço era a sua cama e o tempo era duas da tarde de um domingo de Março. Pegou no telefone e viu que era a tia Natália. 
Desde que se tinha separado de Raquel, como tinha também acontecido quando se tinha separado de Marta, telefonava-lhe com regularidade para saber como estava. Eram mais de trinta anos de muito carinho entre os dois e estavam sempre um para o outro quando era preciso. Mas desta vez foi um telefonema rápido. Tiago estava cansado da noitada que tinha tido, da dificuldade em adormecer depois, e das poucas horas de descanso que tinha tido. A sua vida estava um bocado confusa e não estava a ser fácil ultrapassar isso.  
Depois de se despedir da tia, com a promessa que a visitaria um dia destes, pegou no telemóvel, foi até à sala e deitou-se no sofá a olhar para o tecto… Recuou no tempo muitos anos e recordou a importância das suas tias no seu desenvolvimento como homem e como a pessoa que era. Especialmente a tia Natália, de um ponto de vista mais teórico, mas não só, e a tia Carolina, mais no lado prático da coisa. Muito do que tinha sido, como homem, e até como pessoa, enquanto adulto, devia-se a estas duas mulheres principalmente. Mas, havia que reconhecer, também às suas outras duas tias. Tudo se tinha desenvolvido a partir dum impulso que, como tinha já acontecido outras vezes, o tinha feito passar em casa de Natália depois de vir dum jantar perto da casa dela, fora de Lisboa, com amigos.
Lembrava-se como se tivesse sido ontem – como poderia algum dia esquecer? Primeiro dia de Julho de 89… Sábado, onze e tal da noite… Quase meia-noite… Tinha parado o carro na rua da vivenda da tia e saído. Havia bastante luz e ouvia-se a música cá fora. Fechara o carro e caminhava em direcção a casa, reconhecendo alguns carros que ali estavam estacionados como pertencentes a outros membros da família. Tinha dezanove anos na altura e Natália, que faria trinta e nove no fim do ano, era como se fosse uma mistura de segunda mãe e irmã mais velha."

in "A festa de lingerie da tia Natália"