"Saíram de táxi para a casa de Diogo. Aí chegados,
Tiago saiu do carro e ajudou Diogo a sair pelo lado dele. Perguntou se ele
estava bem para entrar. Queria voltar no táxi e ir para casa. Diogo balbuciou
algo que pareceu um sim. Antes de voltar para o carro, Tiago ficou a ver se ele
seguia o seu caminho sem problemas, mas ele cambaleou, tropeçou e caiu no jardim
em frente de casa. E não conseguiu se levantar!
Tiago pagou o táxi e ajudou Diogo a entrar na casa
dele. Carregou-o até à porta do prédio e tocou à campainha. Duas ou três vezes
e ninguém respondeu. Ou Ana não estava, ou estava a dormir… Procurou as chaves
e encontrou-as no bolso das calças. Voltou a carrega-lo até à porta do
apartamento e tocou novamente. Nada! Meteu a chave na fechadura e abriu a
porta. Estava tudo às escuras. Acendeu a luz e carregou-o até ao quarto. Nem
sinais da Ana. Largou-o na sua cama e tirou-lhe os sapatos, a camisa e os jeans. Meteu-o dentro da cama e tapou-o.
Diogo estava ferrado e saiu do quarto. Foi à cozinha e serviu-se duma cerveja.
Tentou pedir um transporte mas o telemóvel estava sem sinal… Passou pela
varanda para ver se apanhava sinal mas nada. Tinha uma vista interessante.
Notou que, como seria normal, àquela hora poucos apartamentos na vizinhança
tinham luz.
Sentou-se no sofá, posou a cerveja numa mesinha de
apoio ao lado do sofá e acendeu a televisão. Era uma sala enorme, com muito
espaço e uma decoração minimalista. Apesar da televisão estar ligada não
prestava atenção… Pensava em tudo aquilo que o Diogo lhe tinha dito… No facto
da mulher não estar em casa a um sábado à noite, já quase às três da manhã…
Tentava ver um paralelo entre isto e o que tinha sido o final do seu casamento
há quase 10 anos atrás…
Estava nestes pensamentos quando ouviu a porta
abrir. Era a mulher de Diogo, Ana. Tudo o que conseguiu pensar foi
"merda"! Com certeza ela ficaria chateada de o ver ali. Não via Ana
há mais de seis meses. Nunca se tinham dado mal, antes pelo contrário, mas ao
longo destes últimos anos tudo o que Diogo lhe tinha contado sobre ela tinha feito
olhá-la de uma outra forma, não muito boa, e parecia que ela se tinha tornado numa
verdadeira cabra.
Tiago levantou-se e tentou colocar esses
pensamentos de lado, defendendo-se com o seu charme pois não queria problemas
com ela, nem causar mais problemas a Diogo.
"Olá, Ana! Tudo bem?”
Ela parou estupefacta no meio da sala!
E também ele ficou estupefacto!
Como ela estava bonita! Ana tinha cerca de 1,75m
de altura, com uma constituição perfeita, tonificada e atlética. Usava uns
sapatos de saltos altos, com uns 10cm de salto que lhe faziam uma pernas
divinais, uns jeans pretos justos que
lhe moldavam as penas como se tivessem sido embaladas a vácuo, e um top preto
que deixava visível uma faixa de uns 15cm na zona do umbigo onde um piercing
sobressaía. O seu cabelo loiro claro, até meio das costas, estava solto e
contrastava com o preto da roupa."
in "Ninguém é de ferro... e há coisas básicas na vida!"

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