"Beatriz empolgou-se, excitada, vasculhando no
saco de Carolina até tirar um pedaço de tecido minúsculo. Parecia uma pulseira
de atleta em cetim vermelho. Ainda por cima vermelho! Entregou-lhe aquilo, com
um sorriso enorme, e Tiago olhou estupefacto para o pequeno pedaço de tecido.
Aquilo nem parecia suficiente para cobrir só o membro, quanto mais servir de
cueca…
“Isto?”, exclamou incrédulo.
Todas deram uma enorme gargalhada. Encolheu os
ombros e, enquanto elas riam, dirigiu-se ao banheiro dizendo: “Mas vocês vão
ter de vestir as outras roupas!”
“Nós vamos, não te preocupes”, disse Beatriz que
parecia a mais excitada de todas.
Tiago entrou na casa de banho, despiu-se todo, e
olhando-se ao espelho viu seu pénis meio flácido. Que noite aquela! Bendita a
hora em que tinha decidido passar por ali… Só de pensar que já tinha tido as
mãos nos rabos delas, que três delas já o tinham beijado na boca… Sentiu
novamente a erecção a voltar… Olhou para o pequeno tecido que tinha na mão e
pensou que aquilo não ia correr bem… Enfiou a tanga pelas pernas e puxou-a para
cima até ficar mais ou menos em posição. Agora era só uma questão de meter
aquele pedaço de carne dentro daquela tanga minúscula… Aconchegou o melhor que
conseguiu e achou que até nem estava mau. O material era um pouco elástico e
como era maior que o seu número a coisa lá escapou. Olhou-se ao espelho. Não tinha
o mau aspecto que tinha pensado que ia ter, muito por culpa de ter perdido a
erecção, mas estava certo que quando voltasse – ele já dava isso como um facto
adquirido! – aquilo ia ficar um pouco ridículo. Mesmo assim estava um bocado
constrangido por ir aparecer assim em frente às suas quatro tias mas tentou
levar o pensamento para algo positivo: pelo menos a protuberância na frente
parecia bastante impressionante. E, caramba, se elas estavam à vontade em
frente dele com aquelas roupas, ele tinha de conseguir ter o mesmo à vontade
com elas. Mentalizou-se que não havia problema… O seu rabo estava nu, tal como
o delas, com excepção da tia Beatriz. Os pêlos púbicos saiam um pouco por todo
o lado, tal como acontecia com algumas delas. Colocou a sua roupa a um canto, onde
já estavam as roupas das tias. Cinco montes de roupa. Vasculhou em cada um dos montes
de roupa e viu a roupa interior que cada tia usava antes. Nada de “fancy” mas
também não estava mau! Voltou a colocar tudo como estava, deu uma última
olhadela ao espelho, depois um suspiro mais forte ainda, e abriu a porta.
Assim que colocou o pé descalço na sala, as
mulheres começaram a aplaudir, a assobiar e a “uivar”. Uma loucura. Ninguém
diria que eram só quatro. Suspirou forte e arrancou em direcção à outra ponta
da sala, fazendo o caminho que se tinha transformado na passarela. Enquanto se
dirigia, devagar, para elas, já no percurso de volta, Beatriz já tinha agarrado
o seu saco e já estava a caminho duma zona escura para mudar de roupa. Enquanto
caminhava devagar, assistiu a ela tirar sua camisola e pôde perceber
perfeitamente o contorno dos seus peitos na contra luz. Entretanto chegou perto
das outras três mulheres e focou-se nelas. Deu duas voltas sobre si e seguiu um
pouco até mais à frente, voltando-se de seguida!
Natália piscou-lhe o olho, já de saco na mão, e desapareceu
em direcção ao banheiro. Caminhou até onde estavam Carolina e Susana. Ambas
chegaram-se a ele, passando a mão pelo seu corpo nu. Costas, peito, braços,
rabo… Tudo foi apalpado. Susana passou a não na virilha soltando um ligeiro mas
longo “uauuuuuu”. Encostou-se a ele, com uma mão nas costas e outra no peito,
que subiam e desciam, esfregando-os, ao mesmo tempo que se roçava na sua perna.
Carolina sorria ao ver a irmã uma bocado fora de si e piscou o olho a Tiago.
Ele puxou-a com a mão esquerda e meteu a mão direita por dentro do baby doll, subindo até ao pescoço e
descendo até apalpar o rabo a Susana atrevidamente. Ela não reagiu mas desceu a
mão pelas suas costas e também apalpou o seu rabo nu, apertando as nádegas
alternadamente. Tiago tentou beijar Carolina na boca mas ela desviou a cara e
acabou beijando-a na face. Surpreendido, ficou desiludido e sem perceber muito
bem o que se estava a passar. Carolina percebeu e voltou a beijá-lo na face,
segredando:
"Tem calma, miúdo. Lá chegaremos. Deixa-as irem
à frente”, fazendo sinal com a cabeça para Susana. “Vai ser uma longa noite”,
concluiu sorrindo."
in "A festa de lingerie da tia Natália"



